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É um sinal claríssimo dos tempos: as imagens mais gráficas que até agora vi publicadas sobre a operação da Unidade Especial de Polícia, ontem em Lisboa, pertecem a um jornal.

O Público (passe a redundância) tornou públicas estas imagens. Não é difícil antever que deverão ser vistas por milhões de curiosos. Já estão no You Tube. Iremos ver as televisões a precindirem das suas próprias imagens em detrimento destas?

2 Comments

  1. Parece cada vez mais célere a tendência dos órgãos de polícia, com o consentimento silencioso do Estado e da comunidade (que fundam constitucionalmente o seu ordenamento jurídico de acordo com os princípios de Direito Democrático e pelo respeito pelas Liberdades e Garantias), para justificar certas “execuções” públicas. A morte de um e a inocuização grave do outro salteador, ontem pelos “snipers” da P.S.P., deve envergonhar-nos profundamente, ainda por cima sendo eles, ao que parece, larápios de meia tigela, provavelmente com fome e falta de condições de vida, coisa que não falta neste país. Em 18 de Dezembro de 2007, a Assembleia Geral das ONU aprovou, por 104 votos a favor, 54 contra e 29 abstenções, uma moratória formulada pela Itália e endossada inicialmente pela União Europeia onde se pretendeu advertir os países que aboliram a pena de morte a não reintroduzir a mesma. E Portugal foi, como todos sabemos, dos primeiros países a recusar as teorias “retributivas” ou de Talião (“olho por olho, dente por dente”). Estávamos em 1867 no reinado de D. Luís. Em 1876 escreve Victor Hugo: “Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (…) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal. Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio. A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos”. A verdade dura e crua é que as autoridades portuguesas não fizeram tudo o que lhes competia para evitar a transmissão de pelo menos um assassinato, ao vivo e a cores. Se é pontaria que os GOE têm, além da brutalidade inerente à sua necessária estrutura psicológica, podiam ter acertado em partes não vitais, ao invés de abaterem logo um e terem entrado ao encontro do outro que, agora, com dois buracos na cabeça se calhar também não vai sobreviver para chegar a conhecer a cara do juiz a quem incumbe conhecer e aplicar a justiça. Tudo para dizer que, afinal, por vezes -e já são muitas- há pena de morte em Portugal e normalmente é aplicada por um coordenador policial, sem acusações formais ou julgamentos justos e imparciais. A pena de morte deve ser abolida sem excepção. Ela viola o direito à vida assegurado pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e representa a total negação dos direitos humanos. É o assassínio premeditado a sangue frio, pelo Estado e em nome da justiça. É o castigo mais cruel, desumano e degradante e é um acto de violência irreversível, incompatível com o comportamento civilizado dum povo e uma resposta inapropriada e inaceitável contra o crime.
    MMC 13:51 08.08.2008 (Porto)

  2. É caso para dizer que o sr. MMC tenta falar bem mas não convence, eu apenas lhe digo uma coisa, se fosse a sua mulher que estivesse com a arma a cabeça queria que acertassem numa perninha do assaltante de forma a não magoar o pobre coitado e correr o risco da sua mulher que estava a TRABALHAR (coisa que esses 2 deviam ter feito, sobre que forma fosse, quem quer trabalho consegue é preciso é lutar por isso)??? Tenha juizo.


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